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Ministério de Homens da IBF

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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Cuidados para que os parentes não atrapalhem o casal

Por María Jesús Ribas / EFE

As brincadeiras envolvendo as delicadas relações entre sogras e noras ou genros são muitas, mas as divergências contínuas podem causar um profundo mal estar e diversos transtornos nos protagonistas destas batalhas familiares. Em alguns casos podem chegar a levar ao divórcio do casal.
Segundo a psicóloga clínica Laura García Agustín, diretora do Centro Clavesalud, os problemas de relacionamento com a nova família estão entre os principais motivos que levam algumas pessoas a procurar ajuda profissional. Frases como "lá vem sua mãe de novo com isso" costumam ser o alerta de que algo não vai bem na relação.
A relação entre pessoas provenientes de ambientes e contextos distintos favorece o choque de valores, crenças, atitudes, normas e comportamentos.
"Cada família tem seu modo particular de levar a vida e seus próprios padrões de comportamento", afirma a psicóloga, autora do livro "Hacemos las paces?".
Quando entra um novo membro na família - a mulher ou o marido - pode haver atritos devido às diferenças de como cada um entende o mundo, ou pelas divergências que existem em matéria de hábitos e costumes.
Geralmente, os confrontos ocorrem principalmente entre sogras e noras. "Isto é bastante fácil de entender, embora inicialmente pareça um pouco estranho", explica García Agustín.
"As sogras são mães e, portanto, protetoras do lar. Quanto maior for o conceito de mãe abnegada que tenta determinar e canalizar a vida dos filhos, maior será a intromissão posterior. Elas se chocam com a nora porque esta é uma mulher como ela, e, por isso, assume as mesmas funções dentro do lar, agora o do seu filho", afirma a psicóloga.
As duas mulheres do homem
Normalmente, as sogras não entram em choque com os genros, porque estes costumam ser mais flexíveis que as noras, ou seja, não desejam responder ou questionar as opiniões ou recomendações da mãe da mulher porque, na maioria das vezes, não são dirigidas a eles.
"Embora os tempos tenham mudado, ainda ocorrem muitos conflitos entre as duas mulheres mais importantes para o homem: sua mulher e sua mãe. Ambas tentarão disputar sua atenção e, em maior ou menor medida, organizar a convivência futura", explica García Agustín.
Felizmente, as sogras e as noras não estão condenadas ao desentendimento eterno. Elas podem aprender a aproximar posições e tentar compreender o outro lado. Com habilidades de comunicação adequadas, podem se tornar mais condescendentes e, com isso, todos saem ganhando.
A primeira coisa que é preciso fazer para aproximar posições é respeitar a opção do outro. Com isso, fica mais fácil entender que o outro tem direito de ter pensamentos diferentes e de agir de uma forma distinta.
Por parte das sogras é fundamental que tentem sugerir um modo de fazer as coisas, mas sem imposições ou chantagens. Obviamente haverá certas atitudes e comportamentos da nora com os quais não compartilhará, mas nem por isso são errados ou devem se tornar o estopim para uma batalha.
"No caso das noras, é importante que não esperem que o marido coloque limites na própria mãe. Se uma mulher se irrita com algo que a sogra faz, ela mesma terá que expressar seu desacordo e marcar pautas a serem seguidas, mas sem envolver o marido", explica a psicóloga.
"Isso porque qualquer tentativa de que o marido tome partido apenas complicará as coisas e gerará mais tensão", adverte García Agustín.
Enviado por: Paulo Ernani

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Estudo mostra que casamento estável faz bem para a saúde

Washington, 27 jul (EFE).- O casamento estável e de longa duração pode ser bom para a saúde, mas o divórcio e a viuvez deixam uma cicatriz perdurável nas pessoas de meia idade ou idosas, afirma um estudo que será publicado na revista "Journal of Health and Social Behavior".
Voltar a se casar, aparentemente, reduz, mas não tira totalmente, o dano causado pela perda de um casamento - seja por divórcio ou por viuvez -, e que ficam sozinhos depois do fim de seu matrimônio são menos saudáveis do que os que voltam a casar, de acordo com esta publicação da Associação Sociológica Americana.
O artigo será publicado na edição de setembro, mas a associação divulgou o relatório hoje na internet.
Por outro lado, segundo os pesquisadores, as pessoas que nunca se casaram têm desvantagens em alguns aspectos de saúde comparados aos viúvos ou divorciados, mas estão melhor em outros.
"Chegamos à conclusão de que a perda de um casamento é um acontecimento extremamente estressante, e que um período de estresse elevado tem um preço para a saúde", disse Linda Waite, co-autora do estudo, professora de sociologia e diretora do Centro sobre Envelhecimento na Universidade de Chicago.
"Imagine que a saúde é dinheiro guardado no banco", acrescentou. "O casamento é um mecanismo de 'poupança', de adição à saúde. Mas o divórcio é um período de despesas muito altas", disse.
O estudo observou quatro aspectos-chave da saúde na meia idade: condições críticas, limitações de mobilidade, percepção própria da condição de saúde, e sintomas de depressão.
Waite e seus colegas observaram que um transtorno significativo da estabilidade marital, como o divórcio ou a morte do cônjuge, frequentemente tem um impacto prolongado que afeta negativamente as quatro áreas.
Os pesquisadores tomaram seus dados de um estudo de saúde e aposentadoria, uma análise nacional longitudinal e representativa que observa a indivíduos com mais de 50 anos.
Eles analisaram os dados de 8,652 mil pessoas brancas, negras e hispânicas com idades entre 51 e 61 anos.
"Apesar de o refrão dizer 'é melhor ter amado e perdido', os divórcios múltiplos criam prolongadas condições de estresse e prejudicam a capacidade pessoal de orientar a própria vida, e isso é muito pior do que não ter casado", disse Debbie Mandel, especialista em gestão de estresse.
"Um bom casamento é como depósitos repetidos e regulares em sua conta de poupança de saúde para a idade adulta e a velhice", acrescentou.
As pessoas que nunca se casaram mostraram uma condição de saúde melhor do que a das pessoas casadas com uma história de divórcio ou perda do cônjuge.
Apesar de os pesquisadores não encontrarem diferenças no número de condições crônicas na comparação com pessoas que nunca se casaram e as que eram casadas, observaram um grau significativo de mais sintomas depressivos, limitações de mobilidade e pior percepção da própria saúde entre os que nunca se casaram. EFE
Fonte: Paulo Ernani

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Insatisfação no casamento afeta saúde da mulher

A responsabilidade dos homens é maior do que se imagina nos relacionamentos. Um bom casamento pode ser a solução para uma vida sadia para as esposas, conforme estudo realizado pela Universidade de Utah.
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Um novo estudo realizado na Universidade de Utah, nos Estados Unidos, sugere que mulheres que enfrentam casamentos problemáticos possuem mais chances de sofrer com problemas de saúde.
A pesquisa aconteceu com 276 casais, com idades entre 40 e 70 anos que apresentavam uma média de 20 anos de casados. Os pesquisadores avaliaram o lado positivo e negativo dos casamentos, além de conferir a saúde dos voluntários.
Os resultados mostraram que as mulheres que enfrentavam casamentos com o lado negativo em alta apresentavam um índice maior de depressão, problema que aumentava o risco de doenças cardíacas . O mais interessante é que esse problema só foi conferido nas mulheres. Os homens não apresentaram nenhuma alteração de saúde.
O cardiologista Otávio Gebara, diretor clínico do Hospital Santa Paula explica que o cuidado com o coração feminino precisa ser grande. "A mulher moderna está ainda mais exposta às doenças do coração. A falta de tempo para se alimentar corretamente, fazer exercícios e manter o estresse sob controle só tende a arruinar sua saúde. Depois dos 50 anos, inclusive, ao entrar no período pós-menopausa, elas tendem a se descuidar de vários aspectos da vida. Mas o coração exige cuidados, já que mata cerca de 150 mil brasileiras por ano", diz.